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O quinto evangelho

sábado, 11 de fevereiro de 2017

“E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46)
 
Talvez, nos dias de hoje, a palavra SENHOR não tenha um significado tão profundo quanto tinha nos tempos do Império Romano. Quando os soldados se encontravam nas ruas, saudavam-se com um “Cesar é o Senhor”, e o outro respondia, “Sim, o Senhor é Cesar”, reconhecendo que o Imperador era seu Senhor absoluto. Para os cristãos, os problemas começaram a surgir quando eram cumprimentados e sua resposta era “Jesus Cristo é o Senhor”. Cesar viu que os cristãos estavam sujeitos a outra autoridade, e que estavam dispostos a entregar suas vidas por Jesus, e Jesus era a autoridade máxima na vida daqueles homens. Não é de se admirar que Cesar perseguisse os cristãos.
 
O evangelho da Bíblia é o evangelho do Reino de Deus, onde Jesus é o Rei, o Senhor. É um privilégio fazer parte deste reino, não um favor. Hoje em dia vemos igrejas centradas no homem, onde o ser humano faz o favor de aceitar a Jesus (não seria Jesus que nos aceita?) Tudo é feito para o homem. As pessoas devem ficar assentadas para não cansarem, as cadeiras devem ser confortáveis, o culto não pode demorar muito para não ser fatigante, a pregação deve ser cuidadosamente escolhida para não ofender a ninguém, pois, as pessoas podem sair da igreja. Onde está Jesus, O Senhor? Aquele pelo qual muitos literalmente deram suas vidas? Onde está a ousadia no falar do servo de Jesus que vemos em Atos 4?
 
Esta centralização em torno do homem criou um novo evangelho. Além dos quatro conhecidos foi criado o evangelho dos Evangélicos, o “quinto evangelho”. Um grande apanhado dos demais, formado por passagens que gostamos e recolhemos um pouco aqui, um pouco ali, separamos os versículos que nos prometem algo e esquecemos as ordenanças de Cristo. Deixe-me dar um exemplo a respeito deste “quinto Evangelho”. Em Lucas 12.32 lemos o seguinte: “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino.” Este verso é altamente apreciado por todos os crentes. Eu mesmo já preguei sobre ele. Mas, e o verso seguinte que diz: “Vendei vossos bens e dai esmolas”. Nunca ouvi um só sermão baseado neste verso, porque não pertence ao Evangelho Segundo os Evangélicos. O verso 32 se encontra em nosso “quinto Evangelho”, mas o 33 não — e ele é uma ordenança de Jesus. Não basta apenas mudarmos de “religião”, mudar o vocabulário, é preciso mudar de atitude. Nossos conceitos e valores devem ser mudados. Nossa evangelização tem sido para encher igrejas, e não por amor a Jesus. Precisamos estender o Reino de Deus, está é a ordem do Senhor. 
 
Jesus ordenou que não matássemos. 
 
Jesus ordenou que amássemos nosso próximo.
 
Jesus ordenou que vendêssemos os nossos bens e déssemos esmolas.
 
Quem está autorizado a decidir quais os mandamentos de Deus são obrigatórios e quais são optativos? O “quinto Evangelho” introduziu uma estranha inovação: um mandamento optativo. Você faz se quiser, mas se não quiser, está tudo certo também.
 
Mas não é assim o evangelho do Reino.
 
O Senhor determina, o servo cumpre! Foi assim com Zaqueu que obedeceu, não há outra opção. Sejamos servos, deixemos nosso “Eu” de lado, e que Jesus seja o centro da nossa vida, da nossa pregação, dos nossos relacionamentos, dos nossos negócios. Assim, onde quer que cheguemos, se estenda também o reino de Deus.
“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2Co 5-15)
 
Estou muito feliz e honrado por participar desta edição do Athos, obrigado Eduardo Cimmino pela generosidade, confiança e amizade de sempre. Deus abençoe a todos. 
 
Pastor Edvaldo Minhano
Igreja Batista Adonai
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