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Trabalho e Missões

sábado, 05 de dezembro de 2015

Chegamos ao último mês do ano, o mês do Natal. Para uns a data nada tem de religiosa. É tempo apenas de reunir a família e amigos, cear e trocar presentes. Para outros, a festa é cristã, justamente porque celebra o nascimento de Cristo Jesus.

Como aprendi com o amigo e professor da Fateo, Elvan Freitas, mais importante que o nascimento de Jesus é a sua ressurreição. Concordo com ele. Centenas de pessoas nascem a cada segundo ao redor do mundo, mas apenas Jesus ressuscitou em triunfo, num corpo glorioso, após, na rude cruz, vencer a morte e o pecado, e nos reconciliar com Deus. A ressurreição de fato é a base da nossa fé e a razão da nossa viva esperança.

Entretanto, podemos aproveitar essa data comemorada em quase todo o mundo, em especial no Ocidente, para contar e compartilhar com as pessoas não apenas sobre o nascimento, mas também sobre a morte e, principalmente, a ressurreição de Jesus. É curioso pensar que muitos celebram e creem em Jesus, bem como esperam sua segunda vinda, enquanto milhares de pessoas sequer sabem que

Ele já veio uma vez, e olha que isso aconteceu há mais de dois mil anos! Em pleno ano de 2015, em alguns países existem pessoas que nunca ouviram alguém pronunciar o nome de Jesus. Isso é muito triste e nos mostra a urgência da evangelização. Uma das formas que as Boas Novas de salvação foram compartilhadas com grande sucesso ao longo da história foi justamente através do trabalho, das empresas ou das profissões.

Já ouvi vários pregadores dizerem que a resistência e o comodismo em cumprir Atos 1:8 (Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra) levou a igreja de Jerusalém a sofrer o que está registrado em Atos 8:1 (E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos.).

Esses cristãos dispersos, em sua maioria leigos, pois os apóstolos ficaram em Jerusalém, levaram consigo a nova fé. Artesãos, padeiros, costureiras, ferreiros, carpinteiros, lavradoras, pescadores, e tantos outros profissionais, mais do que empregados ou donos de negócios, eram, principalmente, testemunhas do nascimento e ressurreição de Jesus nas novas terras por onde passavam ou se estabeleciam. E isso não aconteceu apenas na época da igreja primitiva. Durante os séculos seguintes, as Boas Novas, o Ide ou a Grande Comissão de Jesus foi cumprida por gente simples, trabalhadores e comerciantes os quais compartilhavam a fé em seu ambiente profissional. O seu trabalho, a sua empresa ou a sua profissão certamente são excelentes oportunidades para comunicar as verdades do Evangelho, e às vezes nem é necessário fazer isso em palavras. Aliás, nossas atitudes e condutas falam mais alto do que nossas palavras.

Qual é sua postura como empregado? Você cumpre seus deveres, trabalha com seriedade e procura dar bom testemunho do caráter de Cristo em sua vida? Seus patrões ou colegas de trabalho enxergam Cristo através de você? Como empregador ou empresário, você é honesto com seus clientes e seus preços são justos?  Os princípios de mordomia cristã orientam a aplicação dos recursos e lucros do empreendimento? Pense nisso. Use sua profissão e seus negócios para a glória de Deus. Neste Natal, compartilhe, por meio do seu trabalho, a vida e ressurreição de Cristo Jesus!

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